Felipe Massa não descarta tirar ano sabático em 2018

Brasileiro da Williams comenta sobre a saída da categoria e revela planos para o futuro

Em 2006, Felipe quebrou jejum de 13 anos sem vitória brasileira em Interlagos
Foto: Foto: Getty Images

Agora é definitivo: no próximo domingo Felipe Massa disputará pela última vez na carreira o GP do Brasil de Fórmula 1. Com a confirmação de que não estará no cockpit da Williams no ano que vem, o brasileiro decidiu por se retirar da categoria, e seguir um novo rumo dentro do automobilismo. Já em São Paulo para a disputa da penúltima etapa do campeonato, o vice-campeão mundial de 2008 afirmou que pediu para que a equipe decidisse seu futuro antes da corrida em Interlagos.

- Eu queria continuar mais um ano, até porque estava me sentindo bem, do jeito que eu estava guiando, do jeito que eu entendo esse carro. Com carga aerodinâmica alta, pneus largos, dá mais prazer de guiar do que os carros dos últimos anos. Eu vinha conversando com a equipe, e eles não sabiam o caminho a seguir. Falei que gostaria da resposta até o GP do Brasil, que era meu limite. Tivemos uma conversa nessa última semana, e eles, talvez, tenham um caminho diferente. Não sei qual, nem quando será a decisão da Williams, mas eles estão entrando em um caminho diferente, que para mim não interessa.

Massa estreou na Fórmula 1 em 2002, aos 20 anos, pela equipe Sauber. Foi reserva da Ferrari em 2003 e retornou à Sauber no ano seguinte. De lá para cá, o brasileiro disputou todas as temporadas desde então. Foram 15 anos completos, acumulando 11 vitórias, 41 pódios e 16 poles positions. Agora, buscando um novo rumo na carreira, o piloto paulistano ressalta o interesse na Fórmula E, mas não descarta tirar um ano sabático em 2018.

- Tem grandes chances de ser um ano sabático, ou um ano em que vou inventar algumas coisas para fazer, correr, me divertir, que não sejam um campeonato. Tenho intenção de correr na Fórmula E, já até falei sobre isso nos últimos tempos. Mas o campeonato começa em breve, e a maioria das equipes já estão fechadas. Então não vai ser desta vez que eu correrei na Fórmula E, e sim me preparar para fazer um ano decente, em uma equipe decente e da maneira decente que eu acho que tem que ser para mim.

Com a saída de Felipe da Fórmula 1, o Brasil ficará sem um piloto na categoria no ano que vem. O país não inicia uma temporada sem um representante desde 1970, quando Emerson Fittipaldi estreou na principal divisão do automobilismo disputando as quatro corridas finais daquele ano. Era o começo de uma era que foi coroada com oito títulos mundiais - sendo dois do próprio Emerson, três de Nelson Piquet e três de Ayrton Senna. Massa reconhece a importância de se ter um represente nacional na Fórmula 1, mas espera que o esporte se sustente e mantenha a importância no país.

- É muito difícil, para mim, dizer o que vai acontecer sem um brasileiro. Lógico que o brasileiro gosta de torcer para outro brasileiro, gosta de acompanhar o esportista brasileiro em geral. Se isso vai mudar ou não, é difícil responder. Tomara que não, tomara que a Fórmula 1 continue sendo um esporte onde as pessoas, as torcidas estejam lá, acompanhando, torcendo, por ser uma categoria tão importante. Tomara que a Fórmula 1 continue sendo um esporte tão importante no Brasil como sempre foi.

 


Fonte: Globo Esporte


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