Queda do índice de vacinação preocupa

Campanha nacional está marcada 18 de agosto, das 8 às 17 horas; ‘Dia D’ tentará reverter queda no índice de vacinação


Existe uma meta proposta para todos os municípios brasileiros pelo Programa Nacional de Imunização: vacinar 95% de todas as crianças na faixa etária de zero a cinco anos. “Quando se atinge uma cobertura vacinal de 95%, está criada uma proteção, diminuindo o risco de introdução dos agentes infecciosos para os quais a vacina protege”, cita Tânia Mara Mancini Bambozzi.

“No entanto, há queda de cobertura vacinal desde 2015”, observa Tânia, enfermeira há 30 anos, responsável técnica pela Unidade Básica de Saúde (UBS) ‘Salvador Toledo Galrão’. “Tomemos como exemplo a vacinação contra a Poliomielite: até 2014, o índice se manteve acima de 95%; porém, caiu a partir de 2015, chegando a 79% em 2017”, coloca Tânia, que foi entrevistada por A Comarca.

 

Qual foi o índice de cobertura vacinal contra Poliomielite em Matão no ano passado?

Em 2017, Matão fechou a vacinação contra a Pólio em quase 80%. Contra a BCG, no ano passado, vacinamos 116%, pois além de Matão, atendemos crianças de outros municípios vizinhos. Entre as outras principais doenças, os índices ficaram abaixo de 95% em 2017: Hepatite B (80,23%), Pneumonia (85,67%), Meningite (78,51%), Pentavalente (80,23%), Tríplice Viral (70,96%) e Poliomielite (79,37%).

 

Por que essa queda aconteceu no Brasil?

Acredito que a principal ferramenta é a comunicação para lembrar as pessoas quanto às vacinações. São basilares, extremamente vitais, os dias nacionais de vacinação, datas em que temos a oportunidade de verificar a caderneta de vacinação, fator que também nos auxilia no trabalho de busca aos faltosos, que é realizada constantemente. Nos esforçamos para convocar os faltosos; no entanto, a responsabilidade é de todos. Observamos também que não ocorrem vacinações devido a informações falsas sobre as vacinas; receio de efeitos colaterais; falta de informação e outros motivos.

 

O que está sendo feito para reverter este quadro de queda da cobertura vacinal?

Na noite da segunda-feira (16), assisti ao Jornal Nacional e vi matéria quanto à atuação do Ministério Público num município do Rio Grande do Sul. Um promotor de lá começou a tomar atitude relacionada aos faltosos. Antes, empresas solicitavam a Caderneta de Vacinação para empregar, assim como escolas no ato da matrícula. Estes dois fatores de extrema ajuda praticamente deixaram de existir. Seria muito bom que estes requisitos voltassem a ajudar a saúde nacional. É claro que o Governo Federal tem a obrigação de manter o Programa Nacional de Imunização; no entanto, a responsabilidade é de todos. Cada cidadão é co-responsável por manter a sua saúde e a de outras pessoas – sobretudo a dos filhos –, eliminando o risco de doenças infecto-contagiosas preveníveis por vacinas.

 

Não há mais dias nacionais de vacinação?

Até 2016, tínhamos duas datas nacionais, uma a cada semestre, mas não tivemos em 2017. Neste ano, voltou uma destas duas datas, que é denominada ‘Dia D’, agendada para o próximo dia 18 de agosto, contra a Pólio, Sarampo, Caxumba e Rubéola. Fora estes dias, temos as datas de monitoramento, quando buscamos os faltosos por amostragem.

 

Qual será o horário?

Das 8 às 17 horas, em todas as UBS’s; no caso matonense, em oito: ‘Salvador Galrão’ (Centro), ‘Zélia da Silveira Perche’ (Bairro Alto), ‘Waldemar Kfouri’ (Vila Pereira), ‘Alcídio Galli’ (4º Centenário), ‘Walter Cicogna’ (Jardim Paraíso), ‘Maria José Mendonça Gimenez’ (Caic) e ‘Angelina Pavin Grigolli’ (distrito de São Lourenço do Turvo). No próximo dia 11 realizaremos carreata em parceria com o Rotary Club Matão Terra da Saudade, visando propaganda quanto à vacinação no próximo dia 18.


Fonte: Rogério Bordignon


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