Frare torna-se o maior campeão matonense

Com o 14º título, conquistado no último domingo (2), enxadrista superou a Alzir Biava


Fernando César Frare atingiu um feito histórico para o esporte da cidade no domingo (2): tornou-se o maior campeão matonense de xadrez. A façanha foi conquistada após sua vitória diante de Matheus Nonis Passerini. Jogando com as peças brancas, Frare consolidou seu 14º título na 58ª edição do Campeonato Matonense, superando os 13 títulos de Alzir Biava, como já havia superado em 2018 os 12 do filho deste, Mario Silas Biava. O vice-campeão foi Luiz Fernando Chagas.

No mesmo domingo, Chagas venceu a Anderson Felipe Viveiros (Aranha), jogando com brancas. Fez um grande campeonato, terminando com os mesmos 6,5 pontos de Frare, perdendo por desempate. Outros destaques foram Aranha, que surpreendeu ao terminar em 4º lugar com 4 pontos; a evolução do jovem Matheus, 8º com 3,5 pontos; e o retorno dos gêmeos Marco Antonio e Antonio Marcos Ferreira (Marcão, 11º, 3 pontos e Marquinhos, 12º, 2,5), 17 anos depois do último Campeonato Matonense deles.

Os outros participantes foram Fabrício Ricardo Dias (Fischer, 3º lugar, 5 pontos), Wanderlei José da Silva (4º, 4), Fabiano Vidoto (6º, 4), Rafael Damus Masselani (Alemão, 7º, 4), Reginaldo André Albano (Jones, 9º, 3,5), o jaboticabalense David Góes Vieira (10º, 3,5), Vinícius Moreira Ricci (13º, 2), Rogério Bordignon (14º, 1,5) e Enzo Stoque Zeferino (15º, 1,5). Rodrigo Massucato (Marcãozinho) foi eliminado por ter dado dois WO’s e Giovani Trevisan Pereira se inscreveu, mas não disputou o Matonense 2019.

Este campeonato, também chamado de Absoluto, começou no último dia 13 de abril, sendo disputado no Sistema Suíço de 7 Rodadas. Teve peso de 65% para a definição da equipe local que disputará os Jogos Regionais 2019, que serão realizados em Franca, sendo que a edição de 2018 teve peso de 35%.

Os resultados das duas primeiras rodadas foram divulgados por A Comarca. Na terceira rodada: Aranha 1x0 Vidoto, Matheus 0x1 Wanderlei, Jones 0x1 Frare, Chagas 1x0 Rogério, Ricci 0x1 Marcão, David 1x0 Marquinhos, Fischer 1x0 Enzo e Marcãozinho 0x1 Alemão (WO). Na quarta: Enzo (Bye), Marcão 0x1 Chagas, Wanderlei 1x0 Aranha, Marquinhos 0x1 Fischer, Ricci 0x1 Jones, David 0,5x0,5 Matheus, Rogério 0x1 Alemão e Frare 1x0 Vidoto.

Os resultados da quinta rodada foram: Vidoto 1x0 Marcão, Chagas 1x0 Wanderlei, Fischer 1x0 David, Aranha 0x1 Frare, Enzo 0x1 Ricci, Jones 1x0 Rogério, Matheus 1x0 Alemão e Marquinhos (Bye). Os da sexta: David 1x0 Ricci, Vidoto 0x1 Fischer, Matheus 0x1 Chagas, Marcão 1x0 Enzo, Frare 1x0 Wanderlei, Jones 0x1 Aranha e Rogério (Bye). Na sétima, além das partidas citadas: Ricci 0x1 Marquinhos, Alemão 1x0 Marcão, Rogério 0x1 Enzo, David 0x1 Vidoto e Jones 0,5 no Bye.

HISTÓRIA

A primeira edição do Absoluto aconteceu em 1942, sendo campeão Arnaldo Dalmiglio (Neno). Após o primeiro título em 1948, Alzir Biava teve uma série de quatro conquistas (1948, 1950, 1951 e 1953), atingindo a 13ª em 1983. O 12º e último título de Mario Biava se deu em 2004. A ‘Hegemonia Biaviana’, com Alzir ou Mario campeões, aconteceu de 1948 a 1977, com 22 campeonatos.

No período desta sequência, em alguns anos o Campeonato Matonense não foi disputado, sendo que os Biava somente não foram campeões em 1963 (Neno) e 1974 (Paulo Elias Alane Franchetti). Em 1977, Alzir e Mario partilharam o título. O outro maior campeão, Fernando Frare, também teve duas grandes sequências ininterruptas: de 1992 a 1995 e de 2006 a 2011.

Seguem os outros campeões com os respectivos números de títulos Absolutos: Neno (4); Jayme Augusto Cicogna Gimenez (4); Hugo Gandini, Fernando Vidotto e Leonardo Vicente Vivaldo (dois cada). Com um título cada: Paulo Franchetti, Genésio Arakaki Júnior, Fabiano Vidoto, Felipe De Cresce El Debs e Filipe Tella Guerra. Destaca-se que, desde 1942, o Matonense não foi realizado em alguns anos.


Fonte: Rogério Bordignon


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