/** PIXELS **/ /** PIXELS **/ A Comarca | Naná Simões se classificou para o Campeonato Sul Americano


Naná Simões se classificou para o Campeonato Sul Americano

Mas a atleta matonense ainda não tem patrocínio para competir no Equador


Durante o período da tarde, ela é a ‘Tia Naná’, professora da Educação Infantil na rede municipal. Com 55 anos, a rotina de Amélia Cristina Simões Almeida (Naná) se assemelha à da maioria das mulheres de sua idade somente enquanto está no trabalho. No período da manhã e após o expediente, ela treina em busca de mais saúde e resultados. Neste mês, Naná se classificou para o Campeonato Sul Americano de Fisiculturismo.

Ela sempre gostou de praticar atividades físicas e já fez jazz, muay thai, duathlon (bicicleta e corrida) e participou de um grupo de dança. Até descobrir uma hérnia de disco há quatro anos. Na ocasião, ela procurou uma clínica específica para fazer exercícios voltados ao tratamento e fortalecimento. Foi quando surgiu a ideia de começar a competir como fisiculturista. “Quando cheguei à minha primeira competição, pensei: ‘O que eu vim fazer aqui?’. Saí de lá campeã na minha categoria, para mulheres com mais de 45 anos, e com o 3º lugar no Coletivo”, lembra.

De lá para cá, o nível de dificuldade foi aumentando e os treinos também. Em 2019, Naná foi vice-campeã paulista, participou do Campeonato Brasileiro e se classificou para o Sul Americano, que será realizado no Equador, em setembro. Mas ela não irá. “Nunca tive patrocínio. Até o Campeonato Brasileiro, a gente vai dando um jeito, usando as economias do ano, mas não tenho como bancar a ida para o Equador”, conta. Além da viagem e do figurino, os custos envolvem também dieta, suplementação, exames, médicos e academia.

Mas as dificuldades não estão somente na falta de patrocínio. Naná diz que foi muito criticada quando começou a se dedicar ao esporte. “Meus pais sempre me apoiaram, mas ainda há muito preconceito com esse esporte; as pessoas pensam que todos os praticantes usam anabolizantes, e isso não é verdade. O corpo é resultado de muita dedicação e cuidados”, ressalta a atleta. Naná tem acompanhamento de nutricionista, endocrinologista e treinador, não ingere bebida alcoólica e tem alimentação regrada. Açúcar e farinha branca são proibidos. “Quem sabe agora, que virou esporte olímpico, o fisiculturismo ganhe mais visibilidade?”, torce.

Naná geralmente é a competidora mais veterana nos eventos, e para ela isso é motivo de orgulho. Sua rotina muda nos meses que antecedem as competições para favorecer o ganho de massa magra e definir o corpo. A taxa de gordura corporal fica na média em 8%. De acordo com ela, o corpo se adapta rapidamente e nunca é tarde para começar uma atividade física. “Sempre fiz exercícios, mas me encontrei nesse esporte. Sou apaixonada e se tivesse patrocínio, largava tudo e vivia disso. Mas a cultura esportiva na cidade ainda é muito fraca”, diz. Até quando Naná continuará treinando? “Até quando puder, não tenho planos de parar”, finaliza. A hérnia de disco continua no mesmo lugar e os treinos são direcionados para não machucá-la.


Fonte: Ingrid Alves


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