4ª Companhia da PM terá o comando de Rogério Gomes

Unidade será gerida pelo 1º tenente na ausência do capitão Zecheto

O tenente Rogério Gomes. “Trabalharemos também para conscientizar a população com relação ao cumprimento de deveres, pois todos devem respeitar as mesmas leis”
Foto: Rogério Bordignon

Neste domingo (4), o 1º tenente da Polícia Militar (PM), Rogério Ferreira Gomes, encerrará sua atuação como subcomandante da 4ª Companhia da Polícia Militar do Interior, iniciada no último dia 1º de janeiro. A partir deste domingo, tenente Rogério assumirá oficialmente o comando, sucedendo ao capitão Moises Sabino Zecheto.

Rogério nasceu no dia 25 de abril de 1984 (33 anos), em Tabatinga. Ingressou na Academia da PM do Barro Branco (São Paulo – Capital) em 2008, concluindo o curso para bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública no final de 2011.

Como aspirante a oficial, atuou na área central da Capital, exercendo também as funções de 2º e 1º tenente de janeiro de 2012 a outubro de 2014. Desta data até dezembro de 2017, trabalhou como 1º tenente no 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), em Araraquara. A Comarca entrevistou o 1º tenente Rogério.

 

O capitão Zecheto deixará a 4ª Companhia?

A partir desta segunda-feira (5), o capitão Zecheto iniciará o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) na Academia do Barro Branco. Equivalente ao Mestrado, o CAO é pré-requisito para oficiais que almejam postos de major e tenente coronel da PM. Nestes seis meses em que capitão Zecheto fará o CAO, exercerei o comando da 4ª Companhia da PM de Matão, responsável também pelo distrito de São Lourenço do Turvo, Santa Ernestina, Dobrada e Motuca. Após estes seis meses, o capitão Zecheto reassumirá o comando e eu passarei a atuar no subcomando, conjuntamente a ele.

 

Como é aprender a ser oficial no Centro de São Paulo?

O Centro da Capital é uma vasta escola que ensina por meios operacionais e outras esferas de atuações devido ao diverso número de ocorrências. Acontece de tudo no Centro de São Paulo, desde passeatas prós e contrárias a isso ou aquilo, a este ou aquele. Há comemorações, eventos, protestos e crimes de variadas proporções e repercussões. Para se ter noção, a região em que atuei conta com população fixa de 3 milhões de pessoas, sendo 9 milhões flutuante; portanto, são quase 12 milhões de pessoas ali a cada dia. Claro que há outras modalidades e batalhões diferentes da PM naquela região.

 

O que priorizar na área de abrangência da 4ª Companhia?

O principal objetivo do meu trabalho será manter os bons resultados computados e também a sensação de segurança pública. Trabalharemos para manter as médias atingidas e priorizaremos o trabalho preventivo. Ampliaremos a quantidade de operações policiais em locais estratégicos, bem como operações de visibilidade destinadas a coibir os crimes, que consequentemente são reduzidos por atividades preventivas. Trabalharemos também para conscientizar mais a população com relação ao cumprimento de deveres, pois todos devem respeitar as mesmas leis. Outro ponto crucial é trabalhar em conjunto com outras esferas de atuação que compõem a segurança pública.

 

Quais os principais crimes a serem reduzidos?

Roubos, sobretudo os praticados por menores de idade em residências, a veículos e a transeuntes, justamente nesta ordem. Muitos destes roubos são impulsionados por consumo de drogas. O Disque Denúncia nos ajuda a reduzir estes quadros. A proporção de denúncias anônimas em Matão é maior do que em Araraquara, por exemplo. Incentivaremos ainda mais o Disque Denúncia através dos telefones 190 e 181.

 

O Governo do Estado não destina a quantia suficiente de recursos financeiros para recompor o efetivo humano e equipamentos. Além disso, a Constituição estende muitos direitos à defesa de quem pratica crimes. Como atuar nesta situação?

Apesar do momento de crise política e econômica do país, os recursos materiais e humanos, mesmo que em menor quantidade, abasteceram a PM para a realização da missão constitucional de prevenir crimes, manter a ordem e prover a segurança das pessoas. No entanto, há soluções práticas como, por exemplo, a Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), que permite ao policial de folga ser realocado para trabalho preventivo, sobretudo em regiões com índices maiores.

 

Como é gerir pessoas com muito mais idade e tempo de atividade do que o senhor?

Fui muito bem recebido e ainda estou conhecendo o nosso efetivo humano, pois alguns policiais retornarão de férias neste mês de fevereiro. Considero primordial o respeito de um ser humano ao outro. Existem direitos e deveres estabelecidos a qualquer pessoa, em qualquer tempo cronológico, sendo fundamental o diálogo, a boa educação, o respeito às normas. Temos que constituir um único corpo para cumprir o papel de dar segurança pública às pessoas e colocar os criminosos – sobretudo os mais perigosos – em seus devidos lugares.

 

A atuação do senhor será mais percebida em atividades externas ou internas?

Como comandante da 4ª Companhia, tentarei dividir minha atuação com uma parte do tempo junto a policiais militares em atividades externas e a outra parte na administração, gerenciando os problemas inerentes à atividade policial.

 

Que informação há referente ao projeto de videomonitoramento na cidade?

Estive com o prefeito Edinardo Esquetini recentemente e ele comentou a respeito do concurso público para a Guarda Municipal e manifestou a intenção de investir em segurança pública, como em equipamentos e no videomonitoramento, afirmando que este projeto existe. Tentaremos refinar a parceria com a Prefeitura para viabilizar a Atividade Delegada, que utilizará recursos financeiros municipais no trabalho policial quanto a serviços de interesse do município, como no videomonitoramento, fiscalização de bares e outros estabelecimentos comerciais, além de outras atividades que vierem a ser delegadas à Polícia Militar.


Fonte: Rogério Bordignon


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