Diagnóstico de câncer infantil aumentou 13% em vinte anos; conheça os sintomas

Levar uma vida saudável, se alimentando bem e praticando atividades físicas, diminui as chances de os adultos desenvolverem o mal


O câncer afeta pessoas em qualquer idade. Nos últimos 20 anos, por exemplo, o diagnóstico da doença aumentou 13% em crianças menores de 14 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para Sérgio Perlamagna, oncologista pediátrico da Central Clinic, clínica do Grupo Oncologia D’Or, isso ocorreu porque os pediatras passaram a considerar alguns sintomas (veja abaixo) como sinais de um possível câncer em seus pequenos pacientes.

Levar uma vida saudável, se alimentando bem e praticando atividades físicas, diminui as chances de os adultos desenvolverem o mal, mas crianças não possuem a mesma alternativa. Por isso, os pais devem ficar atentos aos sintomas, pois o diagnóstico precoce eleva a possibilidade de cura.

— A melhor prevenção ainda é conhecer e ficar atento aos sinais precoces da doença, diferentemente do câncer do adulto, não se conhece os fatores desencadeantes, o que não permite medidas de prevenção eficazes. A detecção precoce é capaz de aumentar as chances de cura em até 75% — diz Sérgio.

Como muitos dos sinais se assemelham aos de doenças comuns e benignas na infância, às vezes, apenas um especialista será capaz de diferenciá-los.

Agressivo e de rápida progressão

O câncer infantil, em geral é agressivo, de rápida progressão na maioria dos casos. Por isso, levar a criança regularmente ao pediatra ou assim que apresentarem possíveis sinais da doença é necessário.

— Nem sempre é possível diagnosticar a doença em apenas uma consulta, então esse acompanhamento é indispensável — afirma a coordenadora pediátrica do Quinta D’Or, Elza Matos.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), os tipos de câncer mais comuns na infância são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), tumores no sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Além deles, também tem grande incidência o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico), o tumor de Wilms (tipo de tumor renal), a retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), o tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), o osteossarcoma (tumor ósseo) e os sarcomas (tumores de partes moles).

 


Fonte: Extra/Globo


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